|
|
Textos
Cadeira E entao procurei uma cadeira. Nao sabia examente o que procurava, Mas sabia que mais tarde ou mais cedo Eu a encontraria. Talvez até mesmo já a visse Do lugar onde eu estava. Queria uma espreguiçadeira Daquelas imensas, De madeira. Ou uma cadeira de espaldar Alto Como o maior sonho de um homem. Pensei que a queria de plástico Ou forrada com couro, Com entalhes em ouro. Mas talvez a quisesse de madeira, A minha cadeira. Busquei então aquelas poltronas Macias e reclináveis. E me sentei, Sentindo-me uma velha matrona. Pensamentos abomináveis Me assaltaram então. E foi aí que disse não Às caras poltronas de matronas.
Que cadeira então compraria? Pois quem procura uma cadeira A quer por uma razão Que só dessa maneira Despontaria.
Mas que fraca pontaria: De tanto procurar cadeira Acabei perdendo a razão. E hoje, nem ouro nem madeira, Ou plástico sem brasão. E hoje, ah, Hoje sento no chão. 080310
|
Fábio Codonho |
Copyright © 2010. Todos os direitos reservados. Você não pode copiar, exibir, distribuir, executar, criar obras derivadas nem fazer uso comercial desta obra sem a devida permissão do autor.
Publicado em 01/04/2010 às 00h58
|
|