Ciranda Sinto o quarto se encolher, estranho, Enquanto viajo por lugares distantes E conheço todos os instantes E sou de todos os tamanhos. Quando a escuridão se abate nestas paredes ocas Sinto um vazio tomando conta de mim. Penso que a noite não deveria ser assim Uma ciranda densa e quase louca. Mas fecho meus olhos e encontro enfim Uma paz quase desconhecida, Uma paz que vem habitar em mim. E nesta ciranda de almas partidas Desejo encontrar no seu fim Uma razão para esta minha vida. 100809
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Fábio Codonho |
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Publicado em 07/09/2009 às 23h46